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Célebre contista, Sérgio Sant'Anna morre aos 78 no Rio

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O escritor estava internado desde a semana passada em um hospital no Rio de Janeiro, ele foi vítima da COVID-19


Redação Frente & Versos

O Escritor Sérgio Sant'Anna - reprodução/museu da imagem e som do Rio de Janeiro

O autor de 'Amazona' (1978) e 'Confissões de Ralfo', Sérgio Sant'Anna morreu aos 78 anos vítima do novo coronavírus. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 1941, é autor de romances, peças, contos, crônicas e ensaios sobre literatura. Seu livro mais marcante, 'Confissões de Ralfo' é bastante transgressivo, Sant'Anna experimenta formas não lineares e cânones na narrativa; o protagonista do livro escreve uma autobiografia imaginativa.


O autor ganhou duas vezes o prêmio Jabuti, teve seus livros traduzidos em diversos países e trabalhos filmados no cinema, como Um Romance de Geração, de David Mendes e Crime Delicado de Beto Brant.


O escritor se destacou na literatura fantástica, jogando com o espectador a medida que o suspense o cativava, construindo narrativas minuciosas, ora tresloucadas, dando falsas pistas em enredos repletos de mistério e investigações. O Rio de Janeiro foi uma das influências que o escritor sempre cultivou, estando como pano de fundo em várias obras.


Seu primeiro livro foi 'O sobrevivente', lançado em 1969, uma seleta de contos bancada por suas economias. Em meio século, Sant'Anna escreveu dezenas de livros, destacou-se no conto e na tradução. Colaborando também com a imprensa brasileira, seu último livro foi 'Anjo Noturno', de 2018.

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