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Estreia da HBO, “Chernobyl” revisita o maior desastre nuclear da história

\\ ARTE

“Chernobyl” é uma grata surpresa para aqueles que não buscam o entretenimento barato, mas sim um excepcional trabalho de reconstituição histórica amparado por um afiadíssimo e envolvente roteiro.

Por Gabriel Zorzetto, Especial para Frente & Versos

(Imagem/Reprodução)

Estreou em maio a minissérie “Chernobyl”, nova produção da HBO, aclamada pela crítica internacional e forte candidata à próxima temporada de premiações.

Numa mistura de drama, thriller e terror, o roteirista e criador Craig Mazin retoma os eventos ocorridos em abril de 1986, quando um dos reatores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu, no maior e pior desastre do tipo na história. Milhares de pessoas foram imediatamente expostas à nuvem radioativa, que ameaçou toda a Europa. Trinta e uma pessoas morreram nos primeiros três meses, mas milhares pereceram nos anos seguintes de doenças relacionadas à exposição à radiação, com efeitos sentidos até hoje.

A carga de reflexão política tem forte presença na narrativa da série, especialmente ao acompanhar a posição centralizadora e autoritária do governo da então União Soviética, liderado por Mikhail Gorbachev, que sustentou por muito tempo que o acidente se tratava de um simples incêndio, evitando radicalmente a exposição dos verdadeiros (e catastróficos) riscos. A mentira caiu por terra graças ao sistema captação de partículas radioativas de uma usina na Suécia, que deu o alarme para o mundo e deixou os soviéticos em situação embaraçosa. “Chernobyl finalmente expôs a cultura de mentira do regime. E é difícil se recuperar disso.”, afirmou Mazin à imprensa americana.

O primeiro dos cinco episódios já se empenha em chocar totalmente o telespectador e envolvê-lo no trágico dia da explosão. Sob uma tenebrosa fotografia cinzenta e excelente uso de efeitos práticos, vemos o medo dos engenheiros e cientistas que trabalhavam na usina até a insegurança dos bombeiros combatendo o fogo sem nenhuma proteção, sem saber que estavam sendo expostos a uma carga radioativa noventa vezes maior que a da bomba de Hiroshima.

Daí a trama segue encabeçada pelo ótimo ator inglês Jared Harris (“Mad Men”, “The Terror”), que interpreta Valery Legasov, um químico soviético convocado pelo governo para chefiar a comissão que investiga o complexo desastre, buscando soluções para diminuir seu impacto. Acompanha ele o político Boris Shcherbina (Stellan Skarsgård) e a física Ulana Khomyuk (Emily Watson). “Chernobyl” é uma grata surpresa para aqueles que não buscam o entretenimento barato, mas sim um excepcional trabalho de reconstituição histórica amparado por um afiadíssimo e envolvente roteiro.

Numa mistura de drama, thriller e terror, o roteirista e criador Craig Mazin retoma os eventos ocorridos em abril de 1986, quando um dos reatores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu, no maior e pior desastre do tipo na história. Milhares de pessoas foram imediatamente expostas à nuvem radioativa, que ameaçou toda a Europa. Trinta e uma pessoas morreram nos primeiros três meses, mas milhares pereceram nos anos seguintes de doenças relacionadas à exposição à radiação, com efeitos sentidos até hoje.

A carga de reflexão política tem forte presença na narrativa da série, especialmente ao acompanhar a posição centralizadora e autoritária do governo da então União Soviética, liderado por Mikhail Gorbachev, que sustentou por muito tempo que o acidente se tratava de um simples incêndio, evitando radicalmente a exposição dos verdadeiros (e catastróficos) riscos. A mentira caiu por terra graças ao sistema captação de partículas radioativas de uma usina na Suécia, que deu o alarme para o mundo e deixou os soviéticos em situação embaraçosa. “Chernobyl finalmente expôs a cultura de mentira do regime. E é difícil se recuperar disso.”, afirmou Mazin à imprensa americana.

O primeiro dos cinco episódios já se empenha em chocar totalmente o telespectador e envolvê-lo no trágico dia da explosão. Sob uma tenebrosa fotografia cinzenta e excelente uso de efeitos práticos, vemos o medo dos engenheiros e cientistas que trabalhavam na usina até a insegurança dos bombeiros combatendo o fogo sem nenhuma proteção, sem saber que estavam sendo expostos a uma carga radioativa noventa vezes maior que a da bomba de Hiroshima.

Daí a trama segue encabeçada pelo ótimo ator inglês Jared Harris (“Mad Men”, “The Terror”), que interpreta Valery Legasov, um químico soviético convocado pelo governo para chefiar a comissão que investiga o complexo desastre, buscando soluções para diminuir seu impacto. Acompanha ele o político Boris Shcherbina (Stellan Skarsgård) e a física Ulana Khomyuk (Emily Watson). “Chernobyl” é uma grata surpresa para aqueles que não buscam o entretenimento barato, mas sim um excepcional trabalho de reconstituição histórica amparado por um afiadíssimo e envolvente roteiro.

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