• André Vieira

Montes Verdes - André Vieira

\\ CRÔNICAS


Caso queira entender do que se trata essa seção de"PEDANTISMO", sugiro que entre aqui.

Créditos foto: Montagnes vivantes; Raymond Guibert.


Após uma semana de excessos e exceções de emoções, trabalhos e sobretudo de falta de respeito contigo, querido e estimado(a) leitor(a), que ainda insiste nessa coletânea desarrojada de textos herméticos e esparsos — com fragmentos poéticos ainda mais herméticos e esparsos, vai se lá saber como... —, e que, de alguma forma, têm dado vida a escritos e momentos que, doutra maneira, seriam apenas mais carvão e tinta decupados e despejados a esmo no papel branco. Ecoados e escoados em caderninhos miúdos e bocarrudos que sabem e pensam, e leem, e guardam mais sobre mim mesmo do que aquilo que eu me-lhe-poderia entender.... (Chega de dupla pronominalização, caraio, estamos em que século mesmo, porra?). Tentarei ser mais objetivo.


Bom, agora sem mais delongas — afinal, já escrevi quase 900 toques, novamente, novamente, novamente só me justificado por ser um descuidado de marca maior, ou, ao menos um vagabundo irresponsável que relega seus valores laborais e editoriais para atender a meros caprichos auspiciosos de delinquente tardio ou senil adolescente; e deixar aqueles, aqueles, aqueles que realmente importam deitados, de lado, esperando por palavras doces que lhes instigarão a alma e com certeza os reconfortarão em suas jornadas insones de mortos-vivos cafeeiros movidos pelo mover da máquina de cup-cakes .


(meu filho, com’é que tu me-te doura a pílula assim, do nada, ‘pra se redimir das cagada’ e dos Bê-ô’ que tu te-me arruma? Porra, mermão. Vamo’ deixar esse pataquá de lado que o pessoal das rede’ não tem todo o teu tempo não, ouviu??? Que você é arrobado isso é tá beeeem claro nas duas primeiras linhas, agora, que você é mais prolixo que o Mario Sérgio Cortella, os dois careção’ das filosofia’ — Safatle e KARNAL(afinal, um nome que orna bem com o carácter da pessoa....— e aquele sabido-vagabundo do Pondé {ou é Pondê??}, isso ainda NÃO ‘tá escrito.)


E como eu lhes-me-dizia... Fui assolado pelo peso da culpa durante essa semana que se passou, assim, com o intuito de lhes recompensar por minhas grandes pisadas na bola e pela promiscuidade assídua, pra não dizer prosaica, que este espaço vem os proporcionando — o tal do Pedantismo Matinal, que existe hoje, como me dei conta, é coabitado e cooptado por alguém dentro de mim mesmo, e que, a não ser nos finais de semana e momentos de raiva extremas, vive adormecido dentro de mim à espera de calor e carinho humano —, tentar-lhes-ei (Meu, por que é você insiste com essas desgraças de mesóclise...???) dar uma semana interrupta de textos e hai-cais para seus deleites íncubos ou pesadelos afortunados, para que assim os poucos fieis que ainda, ainda, ainda, se dão à tarefa hercúlea de prestigiar um escritor menor e poeta ínfimo que lhes aparece no rol vertiginoso das colunas verticais d’alma — conhecido também, nos dias de hoje, como fide (feed)dos facibûque e instagrão da vida*.


Assim, à guisa de conclusão desse texto frankensteiniano, costurado a mareios e devaneios fugazes a torto e a direita — E. Do que é que eu ‘tava falando mesmo?; ser prolixo dá nisso às vezes... Ahh, sim. —, espero que todos, inclusive Petras Costas e Pedros Biais, jurados inimigos mortais por folhas amassadas de princípios rotos e plumitivos que gostam de dessabores vingativos, saboreiem este pequeno e simples estrato daquilo que me pinga todas as manhãs junto com o café guache e o leite de iaque.

— Em outras palavras (sim, aqui é o cara que falas as verdade’ aqui, rapaziada), ele falo’ que o poelixo prolixo de hoje tá brado. Quer dizer, já li piores, mas nessa tenho que concordar com o pinta: pra ficar ruim, tem que melhorar muito.


* Não é curioso como somos alimentados por uma forma/veículo/presença outra além de nós mesmos e nossas mamães?


Montes Verdes

Passagem do acaso

Auspício acusa feitiço:

Paisagem do ocaso.


André Vieira





(Créditos foto capa: Le petit-déjeuner; Therèse Massot.)

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