• Frentes Versos

Piada de português

\\ CRÔNICAS

A papagaia gritava: Pomba rola!, e o português era peitado por Potira, a despirocada de penas!

Por Perceu Pascoal, Especial para Frentes Versos


"Mais um dia de trabalho do Sol..." (2020), cartum de Alef.

Apapagaia piava sem parar no poleiro. Sem papas na língua, piava e piava, penando, piscando, entre penas e papos, ouvidos dali da cozinha. Supapos? Na penumbra, posava pensando estar pelada, enquanto palavreava putarias em pingos e poemas de pepecas. Pirofágica! Pegava-se pitando pedras pomes, enquanto sua protetora, Petúnia Pitomba, penteava o cabelo na penteadeira preta. Pitoresca que só ela, a papada caia penando na altura das panças, porcaria!  


Popuzuda e precavida. Perplexa ouvinte da papagaia. Papeadora. Parlapatona que era. Pigarreava preocupada com o patriarca, Pedro Pimenta, policial pervertido que pintava o pentagésimo nas penitenciárias que pairava. Pedro era pequeno, pançudo, perigoso. Alguns o achavam pintoso, por isso ele piscava (pentelho que só era) para todas as Penélopes que passavam feito parcas nas praças públicas.


E a papagaia pegava os paranauês de Pedro Pimenta! Pindorama! Pitacava ela em seu pedaço de céu, o poleiro. Pilantra! Pirralho! Patife! Pindorama! Pindorama! Petúnia ficava com o pé frio da papagaia com seu Pedro.


Certo dia Pedro adoentou-se e posou na casa da periferia. Perto da papagaia pedia várias pílulas pancreáticas para a passadeira, putassa com o pervertido que dava pala para o seu popô. Pensava Pedro: peladinha podias ficar, pitelzinho! Só pensava. Seu piru não pungia nada além das paudurescentes punhetas passadas. Pâmela, a passadeira, preferiria os porcos a Pedro, o pulha de Portugal.


Pois pois, dizia o homem à papagaia, que piscava torto para sua pose na poltrona. “Peralta és, papagaia! ”. Dizia aquele bicho papão. Palerma! Retrucava a penosa. Puta que pariu. Parlava o português. Pichorra de papagaia. “Pegar-te-ei, papar-te-ei, papagaia! ”. Plano possível: passeio de Petúnia, papagaia pequenina no poleiro, pegar-te-ei papagaia! Panelas, pinceladas de plantas (afrodisíacas) da chapada. Prato principal. Perfeito!


Petúnia passeou com Pâmela. Enfim ficaram a sós: Pedro e o pássaro. Preparado tudo estava, pam-pam-pam-pam: periquita em percalços! Alpiste preparado. Para! Para! Gritava a papagaia, precavida. Há uns passos da porta Petúnia podia escutar. Para! Para! Pindoramaaaa! Era Potira, a papagaia de Porangaba pedindo pelo amor de deus.


Pomba rola! Perua! Pastiche! Pâtisserie! Pulha da Papuda! Papá! Pirotecnia! Pampas! Pederastas! Pompéia! Pindamonhangaba! Paralelepípedo! Pornochanchada! Para! Para! Pindorama! Pindorama! O português era peitado por Potira, a despirocada de penas!


Potira! Potira! Pare já… na panela ela já estava possuída! Pedro, seu paspalho! Pare! Deu um pulo. “Petúnia, preciosa, preciso papar esta papagaia! ”. Pegou a sua (bolsa) Prada (falsa) e piroteou-lhe um pá-pá-pá!


Passou tudo. Petúnia pôs Pedro para fora dos portões. Pega teu rumo, palhaço! A papagaia gargalhava. Pataquada! Por fim deu-se uma patuscada no porão da casa com todos os primos. Pessoas e mais pessoas passavam por Petúnia e Potira. Parabenizavam-na. Pois bem, pirlimpimpim, parece que o puto do Pedro, peidorreiro, pôs-se a putear n’outra paisagem pelo menos por enquanto.

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