• Lia Petrelli

Psicologia e forma: escrevemos pra quê?

\\ ANTENA artista em foco Nathália Bezerra

A gente nunca sabe se o escrito é som, forma, palavra, imagem, barulho, silêncio. Se sai do corpo, da cabeça, da emoção ou da intuição.

Por Lia Petrelli

Imagem disponibilizada por Nathália Bezerra (Reprodução: Instagram).

Hoje a Antena apresenta Nathália Bezerra, poeta-fotografa de Maceió, Alagoas.

Descobri, no meio da nossa conversa, que Nathália está se formando em psicologia e, como se não fosse o bastante ser tocada lá de longe pelas palavras que escreve em cima de autorretratos, encontrei reverberações enormes com toda a pesquisa que faz essa mulher.

Encontrei Nathália por acaso, no Instagram.

O Circuito das Artes tem um programa de repostagem, daí que calhou de postarem meu trabalho coladinho no dela. Não era pra menos, né?

A curadoria desta página é bem organizada, sim.

Falamos sobre as mesmas coisas, mas com linguagens únicas que, ora queria ter escrito eu mesma, ora fico aliviada que tenham saído de dentro de Nathália as palavras-fotos-desconcerto.


É gostoso encontrar alguém que fale o que não podemos falar, né? Nesse novo formato da Antena Artística, lancei um podcast (tá sabendo? Não? Clica aqui, não perde tempo!), e por causa dessa nova modalidade de conversação, não vejo porque reescrever o que já está gravado e publicado.

Vou pincelar aqui para vocês um pouquinho do que conversamos: se você escreve, sabe da confusão intensa que é alinhar as ideias, certo? Pois é.


A gente nunca sabe se o escrito é som, forma, palavra, imagem, barulho, silêncio. Se sai do corpo, da cabeça, da emoção ou da intuição.

Conversamos sobre isso.

Nathália me contou da pesquisa que tem feito em psicanálise, sobre o livro Lacan Chinês, de Cleyton Andrade – que, por acaso, é professor dela, e já ganhou com esse livro o Prêmio Jabuti de Psicologia, Psicanálise e Comportamento.


Conversa vai, conversa vem, passamos pela Poesia Concreta, aquela que transforma as letras em desenhos, que quando escreve cair, escreve

e faz a sensação das coisas virem pro papel na mistura do visual.


Contei a ela sobre minha pesquisa, que também é sobre poesia e sobre escrita. Falei sobre o livro Asemic: The Art of Writing,que estou traduzindo e tem tudo a ver com isso que ela pesquisa, escreve, fala.


Tem vez que a escrita serve só de movimento pra liberar certas coisas que não podem ficar presas dentro da gente.

Tudo isso é muito filosófico, então, se você curte esses assuntos, não pode deixar de ouvir as palavras que Nathália e eu compartilhamos.

Ah, presta atenção no sotaque gostoso que ela tem. Aproveita para apreciar linguagem-som de um outro jeito, prometo que não vai se arrepender, as coisas que falamos ali são preciosíssimas.

Para conhecer mais o trabalho de Nathália é só segui-la em @nathaliabezzera_

Publicamos, também, lá no Poemário uma sequência de fotos que ela me enviou por e-mail.


Os e-mails que trocamos também viraram poema-som. Quer escutar? Acabei de lançar um programa de poesia pelo Studio Rubra.

Faz o seguinte: corre lá no spotify, escuta nossa conversa, e se ficar com gostinho de quero-mais cê ouve nosso poema. Que tal?

Bastante coisa, né?


É que Nathália merece.


A delicadeza das composições da Alagoana me tocam imensamente assim que vi, aí precisei vir contar pra vocês.


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