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Solilóquio de um jubiloso

\\ POEMÁRIO


Por Mathias Bildhauer, Especial para Frente & Versos


Não cabe no peito o que me foi dado,

Há na lembrança um vale de águas claras e grama verde,

Por isso, trago comigo o calor do sol que nascia lá,

Meu carinho,

Meu caminho,

Para aninhar num abraço denso,

Num sorriso quente,

No silêncio de uma voz sincera.

Cara a cara com você,

Meu peito,

Seu leito,

Meu beijo.

Venho em dias de lua cheia,

Desapareço como a nova invisível.

Mas, sempre permaneço ali,

Com todo o amor que guardo e quero dar,

Porque, meu bem,

Amor é para se distribuir,

Igual barraca de beijo em São João,

Tal como os raios magnéticos dos planetas,

Como a luz que viaja no espaço-tempo.

Eu vim para ascender,

Acender.

Trouxe uma liberdade além de mim,

Tão imensa que o mundo ainda desconhece,

Então, faço um monólogo,

Para expandir minha alegria,

Meu tom,

Minha nota,

Minha harmonia,

Minhas sílabas,

Minhas letras.

Que voem ao mundo enquanto puder,

Que cheguem onde queiram chegar,

Quem tiver com a porta aberta vai saber deixar entrar,

O meu mais puro solilóquio,

Minha alma jubila,

Púrpura,

Brilha,

Para brilharmos todos nós,

Em unidade no findar do dia.

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